Esocial: liberada opção de impressão do Recibo de Férias

Com a edição da Medida Provisória nº 927/20, o eSocial teve de se adequar à nova legislação e foi ajustado para incluir as férias no recibo de salário. Nesse caso, o recibo à parte é desnecessário, já que os valores das férias saem junto do recibo de salário. Contudo, diversos empregadores que optaram pelo pagamento antecipado das férias estavam com dificuldades para gerar um recibo por conta própria. Dessa foma, o eSocial ajustou novamente a ferramenta com a possibilidade de emissão automática do recibo, conforme já antecipado em 02/06/2020.

Empreendedor, conheça taxas e condições para oferecer cashback aos clientes

Nos endereços das grandes varejistas, o carimbo de "cashback" é cada dia mais comum. A palavra, em inglês e que significa literalmente "dinheiro de volta", identifica uma prática que virou febre. Com a ajuda de plataformas tecnológicas, empresas oferecem um percentual do preço de um produto de volta para o cliente, em um saldo digital que pode ser utilizado em futuras compras ou até mesmo depositado em conta bancária. E este benefício para o consumidor final também pode ser oferecido por pequenos empreendedores.

— Saber se vale a pena aderir, como empreendedor, a um programa de cashback depende de um estudo constante. Uma loja de sucos que vende bebidas a R$ 10 e passa a oferecer 10% de cashback ao cliente, retirado de seu próprio faturamento, passa a receber apenas R$ 8. Então, em uma conta grosseira, para a operação ser favorável, o empreendedor precisa aumentar as entradas no caixa em 11%, através da captação de clientes, da fidelização ou da alta do ticket médio. Esses possíveis resultados devem ser verificados a cada mês — explica Haroldo Monteiro, professor de Estratégias para Varejo do Ibmec.
O professor ainda atenta para a possibilidade de que não aderir a um programa traga consequências negativas para uma empresa:
— O faturamento pode não aumentar com a adesão ao programa de cashback. Mas se todos os concorrentes de um negócio oferecerem o benefício aos clientes e ele não, este certamente perderia vendas — aponta.
A artesã Bernadete Marques, de 55 anos, faz bijuterias e vende em feiras pela cidade da Rio. Em outubro do ano passado, aderiu ao Ame Digital, uma plataforma de pagamento via QR Code, que permite oferecer cashback.
— Ofereço 10% nos pagamentos feitos com Ame Digital. Vejo que as clientes ficam satisfeitas e animadas quando descobrem isso. E algumas voltam para fazer novas compras, pois sabem desse benefício — opina.
Ferramenta ajuda na disputa com os concorrentes
Para André Amaral, diretor de Estratégia do Méliuz, uma das plataformas de cashback disponíveis no Brasil, o benefício virou o mais querido dos consumidores brasileiros.
— O cashback tem um valor monetário palpável, é perceptível. Por isso, funciona como um gatilho de venda. Além disso, o consumidor coloca imediatamente aquela porcentagem oferecida de cashback na conta do custo final de um produto e sabe que está pagando menos por ele. Então, isso faz os lojistas ganharem em disputas de preço — afirma André.
A artesã Bernadete Marques vende bijuterias em feiras do Rio Foto: Divulgação
O EXTRA mostra, abaixo, as condições de quatro plataformas de cashback, que atendem negócios físicos ou virtuais, cobrando ou não taxa de adesão, mensalidade ou comissão sobre as vendas realizadas. A origem do dinheiro devolvido ao consumidor pode ser a taxa paga a essas empresas ou na forma de desconto, saindo diretamente do lucro obtido fora da promoção. E ainda há benefícios acoplados em alguns planos que o empreendedor pode contratar.
— Contratando nosso pacote mínimo, o empreendedor ganha destaque nos nossos canais por alguns meses e a opção de disparo de e-mails com promoções. Como temos uma base de 9 milhões de consumidores usuários, o saldo é muito positivo para o negócio. E ainda temos planos que colocam à disposição do pequeno empreendedor nossos times de Design e Marketing, para promover campanhas promocionais e temáticas — exemplifica André Amaral.
Por isso, é preciso ser minucioso na hora de escolher um programa para se associar.
— E não existe uma receita de bolo: às vezes, o programa a aderir será escolhido pela influência que a empresa tem na região e a capacidade de divulgar os negócios parceiros. Talvez, comparando uma e outra plataforma, o empreendedor veja necessidade de se unir às duas — avalia o professor Haroldo Monteiro.
Depoimento: João Lucas Moreira
Dono da Fórmula dos Sucos e Rildy Carioca, de 28 anos
— Oferecemos cashback desde novembro nos nossos dois estabelecimentos: Fórmula dos Sucos e Rildy Carioca. Percebemos a onda e resolvemos entrar logo, pois sabemos que essas empresas que trazem novidades geralmente apresentam condições ótimas no início, para captar parceiros, e depois aumentam suas taxas. Para ser bem honesto, tenho percebido nesses meses que oferecer cashback não me trouxe muitos novos clientes. Mas os antigos mudaram a forma de pagamento, utilizando a Ame. E como a taxa que eu consegui negociar com a plataforma, de 2.35%, é maior do que a que pago para operações na máquina de cartão de crédito, 1.64%, meu lucro diminuiu. Mas sempre fica aquela dúvida: será que se eu não oferecesse cashback, o meu cliente estaria no concorrente? Então, estar dentro do sistema é melhor do que estar fora.
Conheça as plataformas
MyCashBack - Aceita pequenos e-commerces, desde que inscritos em algum programa de afiliados. Se preferir, o empreendedor também pode se filiar diretamente com a MyCashBack. Não há taxa de adesão ou mensalidade para ser um parceiro. O pagamento de uma comissão, decidida previamente pelo dono da loja virtual, é feito mediante a venda de um produto para um cliente que tenha começado sua jornada de compra fazendo login na plataforma. É dessa quantia que a MyCashBack retira até 85% para repassar ao cliente final na forma de "dinheiro de volta". Ou seja, se a loja vendeu R$ 10 e a comissão acordada foi de 10%, a plataforma receberá R$ 1, mas dará ao cliente final até R$ 0,85 de volta. Além disso, a empresa desenvolve anúncios em mídias sociais, email e banners gratuitamente para os empreendedores.
Méliuz - Aceita o cadastro de qualquer e-commerce, que paga taxas proporcionais ao seu porte e faturamento. O microempreendedor, por exemplo, tem custo médio de R$ 400 para sua integração inicial e mensalidade de R$ 99,90, além de uma variável por vendas iniciadas na plataforma, ou seja, o cliente precisa acessar o e-commerce através do Méliuz. Em troca do investimento, o e-commerce é divulgado em diversos canais online e o dinheiro que retorna ao consumidor é garantido. Porém, há algumas metas de vendas e programas de incentivo que podem garantir a isenção de taxas ao empreendedor.
Ame Digital - A Ame Digital faz parceria com lojas físicas e online de variados portes, sem cobrar taxa de adesão, nem mensalidade. Esta é uma ferramenta para pagamento via QR Code, que permite ao empreendedor vender usando somente seu celular e pagando uma taxa de 2,49%. Segundo o EXTRA apurou, no entanto, a plataforma admite negociação com negócios maiores. A Ame Digital pode investir, em conjunto com o empreendedor, em cashback para os clientes finais, mas não divulgou qual é o modelo da divisão.
BeBlue - Apesar de aceitar pequenos empreendedores, a plataforma indica que o empreendedor tenha um mínimo de R$ 20 mil de faturamento ao mês no cartão para uma melhor resposta do negócio. Atualmente, foca em parcerias com negócios de gastronomia, farmácia, combustível e mercados. Existe uma cobrança de assinatura para utilização da plataforma, baseado no volume transacionado nela, e o valor devolvido ao consumidor final é um investimento bancado pelo empresário para fidelizar seu cliente.

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