Esocial: liberada opção de impressão do Recibo de Férias

Com a edição da Medida Provisória nº 927/20, o eSocial teve de se adequar à nova legislação e foi ajustado para incluir as férias no recibo de salário. Nesse caso, o recibo à parte é desnecessário, já que os valores das férias saem junto do recibo de salário. Contudo, diversos empregadores que optaram pelo pagamento antecipado das férias estavam com dificuldades para gerar um recibo por conta própria. Dessa foma, o eSocial ajustou novamente a ferramenta com a possibilidade de emissão automática do recibo, conforme já antecipado em 02/06/2020.

Mercado celebra o acordo comercial entre EUA e China

As bolsas internacionais encerraram a semana em alta generalizada, embaladas pelo clima de otimismo em função da confirmação do fechamento da primeira fase de um acordo comercial entre a China e os Estados Unidos. A expectativa de que, com essa sinalização de trégua, os fluxos globais de comércio podem se estabilizar em 2020, ou mesmo crescer, animou os investidores.

O Índice Bovespa, principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), renovou a máxima histórica nesta sexta-feira (13/12) com alta de 0,33%, a 112.565 pontos. Durante o pregão, o indicador chegou a alcançar 112.829 pontos, em um dia de forte volatilidade e movimento de R$ 25,8 bilhões. Enquanto isso, o dólar voltou a subir, encerrando o pregão cotado a R$ 4,11 para a venda, com valorização de 0,39% sobre a véspera.


Depois de quase dois anos de guerra comercial, os EUA vão suspender o aumento de 10% para 15% na taxação sobre cerca de US$ 156 bilhões em bens chineses, medida que entraria em vigor a partir de domingo. “As tarifas de penalidades definidas para 15 de dezembro não serão cobradas pelo fato de termos feito o acordo. Começaremos as negociações sobre o acordo da segunda fase imediatamente, em vez de esperar as eleições de 2020. Este é um negócio incrível para todos”, escreveu o presidente dos EUA, Donald Trump, nas redes sociais. “Eles (os chineses) concordaram em mudanças estruturais e com compras maciças de produtos agrícolas, energia, bens manufaturados, e muito mais”, completou. Segundo Trump, as tarifas de importação de 25% (sobre US$ 250 bilhões de produtos do país asiático) “permanecerão como estão, com 7,5% sobre a grande parte dos bens restantes”.

Embarques

Especialistas apontam que o valor de quanto mais a China deve importar dos Estados Unidos é um dos problemas para os exportadores brasileiros. Eles não têm dúvidas de que os embarques de produtos agrícolas do Brasil para o país asiático devem ser afetados, principalmente, os de carne e de soja, se os EUA ficarem em uma situação mais vantajosa. A China é o maior destino das exportações brasileiras e, apesar dos gargalos logísticos, o setor agrícola é competitivo globalmente.

Não à toa, as ações de um dos maiores frigoríficos nacionais, a BRF S.A, ficou em segundo lugar entre as maiores baixas na B3 nesta sexta-feira (13/12), com queda de 3,39%. As ações ordinárias (com direito a voto) da Petrobras lideraram a lista ao recuarem 3,69% depois de o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciar que vai vender participação na petroleira em uma oferta em torno de R$ 24 bilhões.

Pelas estimativas do mercado, a China deve se comprometer em comprar algo em torno de US$ 50 bilhões de produtos agrícolas norte-americanos. Pelas contas de José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o setor agrícola nacional poderá deixar de vender US$ 30 bilhões para os chineses, em produtos como carne, soja, milho, suco de laranja e açúcar. “Os Estados Unidos passarão a concorrer com o Brasil. Com isso, infelizmente, o país será prejudicado, e nenhuma nação conseguirá reclamar desse acordo na OMC (Organização Mundial do Comércio), porque o órgão está perdendo musculatura”, lamentou Castro. Segundo ele, a OMC está deixando de beneficiar os pequenos, porque ninguém quer brigar com os EUA.

Boa notícia

A doutora em economia Lia Valls, coordenadora de Estudos de Comércio Exterior do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), lembrou que, nesses quase dois anos de conflito entre EUA e China, o Brasil acabou sendo beneficiado, mas agora o efeito será contrário. “A China compra muita soja e a boa notícia é que os EUA não são capazes de atender toda a demanda chinesa, principalmente, se houver um aumento na procura pelo produto”, destacou. No acumulado de janeiro a novembro, os embarques brasileiros para a China somaram US$ 57,6 bilhões, 2,07% a menos do que no ano passado. A soja respondeu por 34% do total exportado.

O economista Alberto Ramos, diretor do Goldman Sachs, acredita, no entanto, que o acordo será positivo para o Brasil. “A redução do clima de incerteza vai melhorar o fluxo de comércio global e todos vão ganhar. O Brasil, por exemplo, vai poder exportar commodities para outros países aos quais os EUA deixarão de vender para atender à demanda chinesa”, explicou.

IBC-Br mostra crescimento lento

O IBC-Br, índice do Banco Central que é considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou alta de 0,17% em outubro ante o mês anterior, na série com ajuste sazonal. Embora tenha tido desaceleração em relação a setembro, quando avançou 0,48%, este foi o terceiro resultado positivo consecutivo do indicador. Em relação ao mesmo mês de 2018, a expansão foi de 2,13%. O acumulado nos 10 primeiros meses do ano está em 0,95%. Para o economista Lauro Chaves Neto, conselheiro do Cofecon e pós-doutor em desenvolvimento regional pela Universidade de Barcelona, o IBC-Br mostra a retomada econômica em ritmo ainda lento. “O resultado confirma a tendência de recuperação, porém mostra que continua muito lenta e insuficiente para as necessidades da nossa economia”, disse.

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