Esocial: liberada opção de impressão do Recibo de Férias

Com a edição da Medida Provisória nº 927/20, o eSocial teve de se adequar à nova legislação e foi ajustado para incluir as férias no recibo de salário. Nesse caso, o recibo à parte é desnecessário, já que os valores das férias saem junto do recibo de salário. Contudo, diversos empregadores que optaram pelo pagamento antecipado das férias estavam com dificuldades para gerar um recibo por conta própria. Dessa foma, o eSocial ajustou novamente a ferramenta com a possibilidade de emissão automática do recibo, conforme já antecipado em 02/06/2020.

Copom reduz taxa básica de juros de 6% para 5,5% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (18), por unanimidade, reduzir a Selic, taxa básica de juros da economia, de 6% ao ano para 5,5% ao ano.

O percentual, que já era esperado pelo mercado financeiro, é o menor desde o início do regime de metas de inflação, em 1999. É também o menor da série histórica do Banco Central, que começou em 1986.

Taxa Selic
considerando as datas de reunião do Copom
em %7,257,257,257,258899101010,7510,75111111,2511,2512,2512,2513,2513,2514,2514,2514,2514,2514,2514,2514,2514,25131312,2512,2511,2511,2510,2510,259,259,258,258,257,57,56,756,756,56,56,56,56,56,56,56,56,56,566taxa de jurosout/12jan/13abr/13jul/13out/13jan/14abr/14jul/14out/14jan/15abr/15jul/15out/15jan/16abr/16jul/16out/16jan/17abr/17jul/17out/17fev/18mai/18ago/2018nov/18fev/19mai/19jul/191057,512,515
abr/16
 taxa de juros: 14,25
Fonte: BC


A Selic se manteve em 6,5% de março de 2018 a julho de 2019, quando recuou para 6%. A expectativa de economistas é que, para a próxima reunião do comitê, no fim de outubro, haja mais um corte de 0,5 ponto percentual na taxa, caindo para 5% e permanecendo neste percentual até o fim de 2020.
O recuo na Selic acontece mesmo diante da recente alta no preço do petróleo, impulsionada por ataques a instalações da petroleira estatal Aramco, na Arábia Saudita, no último sábado (14).


Segundo economistas, a disparada no petróleo pode aumentar o preço dos combustíveis e pressionar a inflação nos próximos meses, mas a previsão do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ainda está abaixo da meta central de inflação para este ano.

Retomada gradual

Na nota explicativa para a redução, o Copom afirma que indicadores da atividade econômica divulgados na última reunião, que aconteceu no dia 31 de julho, "sugerem retomada do processo de recuperação da economia brasileira" e que "cenário do Copom supõe que essa retomada ocorrerá em ritmo gradual".


O comitê afirma, porém, que em seu cenário básico para a inflação "permanecem fatores de risco em ambas as direções". Entre os pontos elencados pelo comitê, estão o "nível de ociosidade elevado", que poderia continuar produzindo "trajetória prospectiva abaixo do esperado".


Por outro lado, a nota fala em uma "eventual frustração" em relação às reformas e aos ajustes necessários na economia brasileira, o que poderia "afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária". Este risco, segundo o Copom, se intensifica em caso de deterioração do cenário externo para economias emergentes.


"O Copom avalia que o processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira tem avançado, mas enfatiza que perseverar nesse processo é essencial para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia", diz a nota.


Para o comitê, os avanços na agenda de reforma "são fundamentais para consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva".00:00
/03:01Como é definida a Selic

A reunião do Copom acontece a cada 45 dias para fixar o patamar da Selic em busca do cumprimento da meta de inflação, definida anualmente pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Quando as estimativas para a inflação estão alinhadas com as metas, como no cenário atual, o Banco Central pode reduzir os juros. Isso faz com que os juros dos empréstimos bancários também fiquem mais baratos, o que tende a estimular a produção e o consumo.


Se, no entanto, a inflação está em alta ou com indicativo de que estará acima da meta, o Copom eleva a taxa Selic e o efeito é inverso: o crédito bancário fica mais caro, o que leva a redução no consumo e, consequentemente, na produção.


Para este ano, a meta é de 4,25% de inflação, podendo oscilar entre 2,75% a 5,75%. Para 2020, a estimativa é de 4% – com oscilação de 2,5% a 5,5%.

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